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Lançamento: Yellow Island Records

A coletânea “Various Artists” de 2020 do selo Yellow Island Records é uma brisa das boas que bate leve, conduzida por uma harmonia inexplicável por rótulos musicais.

Com os artistas: Albin & Nørus (Brazil), Alys (Brazil), Ananda (Brazil), Arduino & Kaiyer (Argentina), Atzok (Brazil), Bad_Mix (Brazil), Clafrica (Italy), DJ Camel (Brazil), DJ Dankmann (Canada) , DJ Life (Australia), DJ Nerdiboy (Spain), DJ Sunroof (Australia), DJ .wav (United States), DJ Whipr Snipr & Jaundice(Australia/United States), DJ YMNK (Brazil), Etari (United States), Great Ghost (United States), KaioBarssalos (Brazil), Mehta (Canada) , Moodrich (Germany), Sunta (Malta), Vitor Munhoz (Brazil), Xddub(Australia) e Xiao Quan (Brazil).

Trocamos ideia com os fundadores Felipe Bortoloti, conhecido como Nørus, e Flávio Albino, o Albin. Ambos desde 2018 somam forças em busca de lançamentos de pegada lo-fi, com radar apurado para produção brasileira e internacional do gênero.

Aliás, vale destacar que Nørus também fez a master do “1.9.8.1” (2020), álbum do produtor MJP, artista visual, DJ e produtor natural de São Paulo. Gravando beats desde 2002, ele foi integrante por oito anos da Metanol FM e já teve lançamentos pela Factus Records (projeto Aztrak e Ordo), Beatwise Recordings e Spnt Records. Sobre o novo trampo, ele afirma: ” O processo criativo veio através de bastante pesquisa e sem pressa quanto ao tempo, aprendendo a enxergar a fórmula e as vertentes sonoras. Algumas músicas eu já havia começado a um tempo atrás e abandonei, voltei a escutá-las, mudei bastante coisa e por fim, terminei nestas ultimas semanas. Metade das tracks foram gravados na Korg Electribe e outra metade em Ableton Live com synths e alguns recortes de sampler.”

VENENO: Como vocês se conheceram e rolou a ideia de criar o Yellow Island? Partiu de qual intenção, brisa ou alguma necessidade?
YI: Nós nos conhecemos através da Internet graças ao gosto musical semelhante, na época o chamado lo-fi (low fidelity).
A idéia de criar o selo partiu da necessidade que sentimos de um canal/selo brasileiro voltado para este tipo de música.
Seguimos muitos canais estrangeiros, como EELF, Slav, Moskalus, Haus of Altr… e sentíamos a necessidade de criar algo aqui no Brasil, voltado para quem gosta deste estilo.
Assim criamos o selo, pensando na conexão com artistas ao redor do mundo.

No release, vocês falam a respeito da compilação: “journey of deep grooves and changing moves through a continuous soundscape”. Existe algum tipo de narrativa ou elo em comum na sonoridade das faixas escolhidas para a compilação? Existiu alguma ideia central que os artistas precisaram seguir ou era critério livre?
YI: Não seguimos e não exigimos nada específico, tudo é pensado ao decorrer do processo. Começamos à partir da idéia que temos sobre o lançamento, mas nada é concretizado nessa primeira parte, deixando tudo um pouco mais natural.
Como sempre estamos pesquisando novos artistas e músicas, criamos esse elo comum inconscientemente.

Austrália, Malta, Argentina…a origem dos artistas é diversificada. Como é o processo de escolha dos participantes?
YI: O processo é feito a partir de nossas pesquisas musicais, onde sempre encontramos artistas de diferentes partes do mundo.
Sempre que possível, mantemos contato para eventuais lançamentos

Discorra um pouco sobre a tal “alma musical em comum” dos artistas envolvidos.
YI: Trabalhamos dentro de um estilo musical que quebra qualquer tipo de barreira, seja ela linguística, cultural ou social.
Em uma mesma pista de dança, podemos encontrar pessoas completamente distintas, mas conectados por algo comum, maior.
É sobre isso que se trata a “alma musical”, sobre essa quebra e conexão que buscamos a cada lançamento.

É possível enviar material para o selo para quem está interessado em lançar pela YI? Qual contato?
YI: Com certeza! Estamos sempre procurando por novos artistas.
O contato é yellowislandrecords@gmail.com.

Quais são os próximos lançamentos? Caso tenha, fale um pouco sobre o trabalho dos artistas envolvidos.
YI: Temos alguns confirmados para esse ano, como o EP do Deejay Camel (Cesar Pierre) e o primeiro album da nossa residente Etari, além de outros que ainda estamos fechando.
Deejay Camel tem feito um trabalho impecável e já é prata da casa com lançamento em nossos dois V.As (Various Artists).
A Etari (Lexi Andre) é parte da família e representante da Yellow Island na Califórnia, e tem ganhado cada vez mais espaço com seu trabalho original e incrível.

E planos de showcase? Datas?
YI: Faremos um evento em parceira com nossos amigos dos selos Wet Dust e Beatwise, que acontece dia 14/02 no Fullhouse 380 em São Paulo.
E no final do mês seguimos para nossa primeira tour pela Europa.

Reportagem: Danila Moura